Muitas pessoas se perguntam porque é necessário falar sobre si na terapia. Isso realmente muda algo? Por que não basta simplesmente seguir com o dia-a-dia e suas tarefas?
Nos esquecemos o quão impressionante é a capacidade de um ser pensar sobre si. Os animais simplesmente agem, mas só o ser humano tem a capacidade de refletir sobre si. Isso é algo único no universo
Não existe diferença entre pensar sobre si e autoconhecimento, no sentido mais amplo do termo. Quando não refletimos sobre o que fazemos, estamos fadados a fazer o que fomos condicionados.
Claro que ter consciência da forma como agimos e querer agir diferente não é suficiente, já que os condicionamentos e instintos continuam agindo sobre nós.
Agimos muito mais por hábito do que por decisão. Por isso, precisamos pensar sobre as mesmas questões repetidas vezes, falar sobre os mesmos assuntos e chegar às mesmas conclusões.
Às vezes, a mudança acontece aos poucos. Há quedas, mas também existem “viradas de chave”.
O processo de criação de consciência é complexo. Podemos criar condições para que uma mudança ocorra, mas não garantir um resultado, como em uma ciência exata. O homem ainda é um mistério para si mesmo, por mais que alguns tenham a esperança de reduzi-lo à simplicidade de uma máquina.
Apesar das dificuldades, existem poucas coisas mais recompensadoras do que olhar para trás e não reconhecer quem éramos, por sentirmos que estamos nos tornando, a cada dia, mais nós mesmos.
Pensar sobre si é mais difícil do que pensar sobre as coisas externas. Por isso, o auxílio de um psicólogo, alguém “de fora”, é um recurso que potencializa a eterna tarefa do autoconhecimento.