A arte vem sendo cada vez mais utilizada no tratamento de diferentes dificuldades psicológicas: desde transtornos de humor, como depressão e ansiedade, até padrões de comportamento destrutivos, como os vícios. E há boas razões para a sua eficácia.

As experiências criativas têm a capacidade de integrar os dois hemisférios cerebrais, direito e esquerdo, unindo o processamento das informações ao das emoções.

Muitos problemas psicológicos nascem justamente do conflito entre razão e emoção. Nesse sentido, a arte pode ser uma ponte, ajudando a harmonizar essas duas dimensões da personalidade.

Os desenhos, por exemplo, são uma linguagem universal. Antes mesmo da escrita, as crianças já os utilizam para se expressar. Por isso, podem ser um recurso para acessar e elaborar traumas ou emoções da primeira infância.

Além de estimular o pensamento e as emoções, a arte também envolve o corpo e o movimento, ativando todas as diferentes formas de processamento de informação no cérebro. Isso pode desbloquear áreas da personalidade que estavam paralisadas.

Essa integração gera um sentimento de totalidade, já que mobiliza a pessoa por inteiro. Isso abre caminho para experiências que muitos descrevem como espirituais.

As produções do paciente refletem seu mundo interno. Funcionam como metáforas vivas de pensamentos, emoções, sensações e intuições, trazendo à tona respostas que emergem de dentro dele para suas próprias questões.