Mentir pode parecer algo inofensivo — até vantajoso no presente. Mas, segundo Jordan Peterson, a mentira pode ter consequências psicológicas desastrosas. Com o tempo, esse hábito pode nos afastar da realidade, dos outros e até de nós mesmos:

Distorção do julgamento

A mentira afeta nossa percepção do mundo. Quando ela vira um hábito, perdemos a clareza entre o certo e o errado. Aos poucos, passamos a enxergar tudo por lentes distorcidas.

Confusão de valores 

Nossoa palavras passam a contradizer nossas ações. Quando nossas ações não correspondem ao que dizemos, até nós mesmos começamos a ter dificuldade de saber no que realmente acreditamos.

Esgotamento mental

Esconder a verdade exige mais mentiras, mais controle, mais ansiedade. Esse esforço constante gera estresse e até sintomas psicológicos como insônia, irritação e fadiga emocional.

Isolamento

Mentir nos afasta das pessoas. Se estamos sempre escondendo quem somos, os vínculos se tornam falsos. Mesmo rodeados, nos sentimos sozinhos, pois é nosso avatar falso que recebe toda a atenção.

Afastamento de si mesmo. 

A mentira nos impede de nos conhecer. Autoconhecimento exige o máximo de sinceridade — especialmente sobre nossas falhas. Sem isso, nos tornamos estranhos para nós mesmos.

“Quem mente para si mesmo e dá ouvidos à própria mentira chega a um ponto em que não distingue nenhuma verdade nem em si, nem nos outros e, portanto, passa a desrespeitar a si mesmo e os demais. Sem respeitar à ninguem, deixa de amar e, sem ter amor, para se distrair entrega-se a paixões grosseiras e acaba na total bestialidade em seus vícios, tudo isso movido pela contínua mentira” Dostoiévski – Os irmãos Karamazov