Muitas pessoas se veem presas nesse ciclo: encontra alguém “perfeito”; se decepciona pouco tempo depois; a relação termina. Esse padrão é mais comum do que parece — e pode ter uma explicação psicológica.

Segundo o psicanalista Winnicott, no começo de uma relação você não está se relacionando com a pessoa real, mas com a sua projeção dela.

É como um bebê vê a mãe no início da vida: ela é percebida apenas como alguém que existe para atender suas necessidades. Conforme o tempo passa, o bebê percebe que a mãe tem vida própria e nem sempre estará disponível.

Essa descoberta é frustrante e decepcionante. Mas é justamente quando a fantasia se quebra que pode começar uma relação mais profunda, com a mãe real.

Nos relacionamentos amorosos acontece o mesmo: começamos apaixonados pelas nossas projeções. Porém, logo a realidade aparece, a projeção se quebra e surge a decepção.