A associação entre o mandala e a psicologia de Jung ficou muito popular na cultura em geral. Porém, poucas pessoas sabem o significado desse tipo de símbolo, e qual a origem do interesse de Jung por ele.
O mandala se refere a uma forma concêntrica, ou seja, ao redor de um centro, normalmente quadrada ou circular. Jung se interessou pelo tema ao ver que esse tipo de configuração surgia espontâneamente nos sonhos de seus pacientes, mas guardou suas observações por anos antes de se pronunciar sobre o assunto.
De acordo com ele, esse tipo de forma surge nos sonhos de pessoas enfrentando alguma espécie de desorientação ou reorientação psicológica, pois eles basicamente são simbolos ordenadores. Os mandalas organizam elementos caóticos ao redor de um centro.
O mandala pode aparecer de várias formas nos desenhos e nos sonhos, sempre que existem elementos agregados em todo de um centro. Por exemplo, pessoas sentadas em volta de uma mesa redonda, ou agrupados em torno de uma piscina quadrada, ou mesmo um alvo que o indivíduo tenta acertar.
Porém, é importante ressaltar que Jung apenas analisava os mandalas que surgiam espontâneamente nas produções dos seus pacientes, mas não pedia para que eles os desenhassem para causar algum tipo de efeito terapêutico.
“Os mandalas individuais são símbolos ordenadores, razão pela qual se manifestam nos pacientes, sobretudo em épocas desorientação e reorientação psíquica. Eles exorcizam e esconjuram, sob a forma de círculos mágicos, as potências anárquicas do mundo obscuro, gerando uma ordem que transforma o caos em cosmo” – Jung